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Reforma Protestante e o Processo Educacional

31/10/2019 21h28 - última modificação 31/10/2019 21h09

Reforma Protestante e o Processo Educacional

“Quanto a todas as opiniões que não danificam as raízes do cristianismo, nós pensamos e deixamos pensar.” John Wesley (fundador do movimento Metodista)

 

Quando do surgimento da Reforma Protestante, em 31 de outubro de 1517 na Alemanha, com Martinho Lutero, inauguraram-se as primícias do despertamento da consciência crítica, em relação às escolas confessionais. Era um momento em que essas consciências eram mantidas “cativas” a dogmas ditados pela hierarquia eclesiástica.

Uma das valiosas contribuições da reforma, para o processo educacional, foi o espaço criado para a exposição reflexiva do pensamento dos fiéis, de ler a escritura e, assim, distinguir as realidades da dialética religiosa e do contraditório.

A Bíblia através do protestantismo abriu as portas para que a missão educacional e confessional fosse um único viés, capaz de estimular a reflexão e a prática dos(as) educandos(as) e educadores(as) sobre o alcance das ações pessoais e comunitárias, a serem desenvolvidas no mundo estudantil. Cabe um tempo adequado sem pressa e nem cobrança para que as reformas necessárias (ideias e atitudes) possam se processar de maneira gradativa e crescente, em busca de uma espiritualidade atual e contextualizada. Um processo de construção das relações educativas transformadoras!

Falar da Reforma Protestante, em pleno século XXI, é resgatar a sua essência – “Os Cinco Solas” - no âmbito de uma escola que se propõe a responder as necessidades básicas de uma comunidade local, não só estudantil, mas também religiosa. Por meio desses embasamentos, o processo educacional pode ser fundante de uma espiritualidade e uma confessionalidade as quais põem em confronto todos os valores da sociedade presente, com os valores da Palavra de Deus e do Reino, anunciado e vivido por Jesus Cristo. (Tito 2.6-8; 11-15).

Por isso, quando ambas (reforma protestante e educação) andam de mãos dadas elas solidarizam com as preocupações das comunidades adquirindo maior credibilidade. Mostram respeito e cautela sem abandonar os princípios cristãos e nem sequer atropelam as consciências do mundo estudantil e civil. Pelo contrário, firma bem as “estacas do conhecimento e das habilidades” para solidificar o processo construtivo da cidadania e do caráter cristão.

 

Rev. Antonio Augusto de Souza

Coordenador da Pastoral Escolar e Universitária

Colégio Metodista Izabela Hendrix - BH