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Programa Inclusão Social pelo Esporte dá oportunidade à comunidade carente de Santa Maria

Projeto atua em diversas instituições oferecendo educação, saúde e qualidade de vida

30/09/2016 16h59 - última modificação 30/09/2016 17h03

Programa Inclusão Social pelo Esporte dá oportunidade à comunidade carente de Santa Maria
Programa Inclusão Social pelo Esporte dá oportunidade à comunidade carente de Santa Maria

 

Inclusão é a palavra de ordem dos projetos de extensão da Fames. Por meio de diversos programas, os acadêmicos têm a oportunidade de trabalhar com atividades que integram a Faculdade e a comunidade. O programa Inclusão Social pelo Esporte é mais um passo para o alcance desse objetivo, oferecendo educação, diversão, saúde e melhoria de vida a mais de cem pessoas há quase dez anos.

“O projeto é importante por desenvolver ações através dos esportes, com a finalidade de melhorar a autoestima, o amor ao próximo, reduzir a agressividade, estimular a independência e a autonomia, bem como experiências com as possibilidades, potencialidades e limitações”, diz a professora Ivana Maria Lamberti Miotti, coordenadora do projeto de extensão.

Pessoas a partir de cinco anos até a idade adulta são atendidas no programa. A professora conta que “as atividades desenvolvidas estão alicerçadas nos fundamentos básicos e técnicos dos diferentes esportes, também incluindo práticas recreativas”. Porém, dependendo das necessidades de cada instituição, há um trabalho de adaptação e trabalhos diferentes são propostos.

Instituições beneficiadas

O projeto atua em diferentes instituições como: o Lar Vila das Flores, que atende crianças e adolescentes que vivem em situação de risco e vulnerabilidade social; a Escola Antônio Francisco Lisboa, que atende pessoas com paralisia cerebral, deficiência física, deficiência múltipla, síndrome de Down, autismo e deficiência mental; o Lar de Mirian e Mãe Celita, que atende crianças e adolescentes órfãs de pai e mãe, ou que temporariamente estão sobre a tutela do conselho tutelar; e a Associação Colibri, que trabalha na habilitação e reabilitação de pessoas maiores de 14 anos com Síndrome de Down, autismo, deficiência mental, deficiência física e múltipla.

Além de realizar atividades esportivas nessas instituições, os alunos da Fames organizam campanhas de arrecadação de alimentos, produtos de limpeza e higiene, que são destinados a eles. Dois estudantes do curso de Educação Física participam como extensionista e voluntário, vivência que permite mais desenvolvimento aos estudantes. “Mostra-se como uma experiência ímpar, pois a aplicação e construção de conhecimentos da prática extensionista, somarão à formação profissional de qualidade”, explica Ivana. “Utilizamos meios e ações que possam ajudar a combater e minimizar a exclusão, proporcionando dessa maneira uma melhor qualidade de vida aos participantes, compreendendo o esporte no mundo contemporâneo, no cotidiano da família, escola e comunidade como um fenômeno sociocultural e um direito social”, declara.

Para o coordenador geral do Lar Vila das Flores, Voltaire Maciel Neto, as atividades levadas pelo programa da Fames têm ótimo impacto no dia a dia das crianças e adolescentes que participam. “Estão sendo muito boas para os alunos as atividades e esportes que o professor tem desenvolvido. Ele os leva para praticar em um quartel aqui perto e eles estão gostando bastante”, relata.

Vivência prática

A aluna do 3° semestre de Educação Física, Brenda de Carvalho Lopes, atua como extensionista no projeto há apenas um mês, mas já vivencia todas as vantagens de atuar em uma iniciativa que visa a inclusão social das pessoas da comunidade e oferece a prática do que é aprendido em sala de aula. “A experiência tem sido ótima, no projeto eu consigo aplicar o que aprendo na faculdade, trabalhando com tudo aquilo que gosto. Aprendo a conviver com diferentes públicos e ideias, e adquiro novos aprendizados com a troca de informações com o público-alvo do projeto”, diz Brenda. A estudante tem 18 anos e já se sente mais preparada para atuar no mercado, pois afirma que “o projeto me proporciona não apenas a oportunidade de aplicar meus conhecimentos, mas também a lidar em diferentes situações”. No projeto, a aluna realiza atividades recreativas e educativas com diferentes turmas de crianças.

Cláudio Beltrame Vasconcelos, de 36 anos, também é extensionista do programa e só tem coisas boas para dizer a respeito de sua participação. Ele está cursando o 3° Semestre de Educação Física e diz que está se adaptando ao processo de aprendizado, buscando trabalhar de maneira diversificada e divertida. “Essa experiência tem sido de repleta satisfação. Estou gostando muito, pois estou colocando em prática meu aprendizado e meus conhecimentos adquiridos no processo de ensino. Podendo apresentar um caminho bom, justo e saudável através do esporte”, declara.

“O projeto proporciona o contato do dia a dia com os alunos e com diversas realidades, vulnerabilidades, vivências e deficiências. Acredito que a experiência que estou tendo irá me ajudar no mercado de trabalho. Com ele, posso preparar-me melhor para um futuro próximo, educar pessoas conscientes, conhecedoras de suas limitações, capacidades físicas, motoras e afetivas”, completa.

Inclusão Social pelo Esporte - Fames